Quem está no mercado livre de energia pode ter geração solar?

Quem está no mercado livre de energia pode ter geração solar?

Com a conta de luz pesando cada vez mais no bolso das empresas, cresce a busca por soluções que ajudem a reduzir os gastos e, ao mesmo tempo, tornem o consumo de energia mais sustentável. 

Duas alternativas ganham destaque nesse cenário: o mercado livre de energia e a geração solar.

Mas aí surge uma dúvida comum: é possível combinar as duas? Quem já está no mercado livre pode investir em energia solar para gerar a própria energia?

A resposta é sim, mas com algumas particularidades que você precisa entender.

Neste artigo, vamos explicar como a energia solar pode fazer parte da sua estratégia no mercado livre de energia e quais as regras atuais.

 

O que é o mercado livre de energia?

Antes de falar sobre a combinação com a geração solar, é importante entender o que é o mercado livre de energia

Nesse ambiente, consumidores que pertencem ao Grupo A (média e alta tensão) podem negociar diretamente com fornecedores a compra de energia elétrica, escolhendo a fonte, o volume contratado, o preço e a vigência do contrato.

Na prática, isso significa mais liberdade e controle sobre os custos com eletricidade, além de permitir que a empresa escolha opções mais sustentáveis, como a energia 100% renovável oferecida pela Voltera. É uma forma de economizar e, ao mesmo tempo, alinhar o consumo de energia aos valores da marca.

 

O que é geração de energia solar?

A geração solar é o processo de produzir energia elétrica a partir da luz do sol, utilizando painéis fotovoltaicos. Essa energia pode ser consumida no local onde é gerada (autoconsumo), enviada para a rede elétrica em troca de créditos (geração distribuída) ou comercializada no mercado (geração centralizada).

Hoje, existem três formas principais de aproveitar a energia solar:

  • Geração no próprio local: como instalar painéis no telhado da casa ou empresa para consumir a energia produzida ali mesmo;
  • Geração compartilhada: quando várias empresas ou pessoas se juntam em um consórcio ou cooperativa para dividir a produção e os créditos de uma usina;
  • Autoprodução com usina remota: é quando a empresa investe ou constrói uma usina solar em outro lugar e usa essa energia à distância. 

Essa versatilidade faz da energia solar uma grande aliada para quem quer economizar na conta de luz e reduzir o impacto ambiental ao mesmo tempo.

 

Mas afinal, quem está no mercado livre pode ter geração solar?

Sim, é possível estar no mercado livre de energia e, ao mesmo tempo, contar com geração solar. Porém, há diferenças importantes dependendo da modalidade de geração solar e do tipo de consumidor no mercado livre de energia.

Vamos entender os cenários possíveis.

 

Geração distribuída (GD) e o mercado livre de energia: uma combinação ainda limitada

A geração distribuída foi criada para o ambiente regulado e ainda não é plenamente compatível com consumidores do mercado livre de energia.

Ou seja, consumidores livres e especiais não podem usar os créditos de energia gerados por GD para abater o consumo do seu contrato no ambiente livre.

Isso ocorre porque, no mercado livre, a energia consumida é contabilizada de forma diferente e está atrelada a contratos bilaterais. Já a compensação de créditos de GD está vinculada à tarifa regulada (custo da distribuidora).

Assim, quem está no mercado livre de energia não pode participar da geração distribuída tradicional, com compensação de créditos, como ocorre com residências, pequenos comércios e empresas no mercado cativo.

 

Autoprodução de energia: o caminho viável para quem está no mercado livre de energia

Mesmo que a geração distribuída (GD) não funcione no mercado livre de energia, existe uma alternativa estratégica e cada vez mais usada: a autoprodução de energia.

Nesse modelo, a empresa investe ou participa de uma usina solar e usa essa energia para atender parte ou até toda a sua demanda no mercado livre de energia.

Há duas formas principais de autoprodução:

  • Por equiparação: a empresa não é dona da usina, mas tem um contrato com ela e assume os riscos e benefícios como se fosse produtora. É uma opção prática e tem ganhado bastante espaço.
  • Por titularidade: aqui, a empresa realmente é dona (total ou parcialmente) da usina. 

A energia gerada pode ser usada diretamente na operação ou “viajar” até o ponto de consumo pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). A vantagem é que o autoprodutor pode contar com redução de encargos setoriais, como a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), tornando a energia ainda mais competitiva.

Então, quem está no mercado livre não consegue usar a geração distribuída tradicional com créditos, como acontece no mercado regulado. Entretanto, pode considerar a autoprodução solar como estratégia complementar para economizar, ganhar previsibilidade e reduzir o impacto ambiental.

Com a estrutura certa, o apoio de uma parceira especializada e uma boa gestão do consumo, dá pra unir o melhor dos dois mundos: a liberdade de escolher no mercado livre de energia e a sustentabilidade da energia solar.

  

Benefícios da geração solar no mercado livre de energia

Para empresas que optam pela autoprodução solar no mercado livre de energia, os benefícios podem ser significativos:

  • Economia com encargos: o autoprodutor tem direito à redução de encargos, tornando o custo final da energia mais atrativo.
  • Estabilidade e previsibilidade: ao investir em uma usina ou firmar contrato de autoprodução, a empresa garante um suprimento com preço estável por longos períodos (10 a 20 anos), protegendo-se de oscilações tarifárias e bandeiras vermelhas.
  • Sustentabilidade: a energia solar é limpa, renovável e reduz significativamente a emissão de CO₂. Isso contribui com metas ESG e pode ser um diferencial competitivo no mercado.
  • Valorização da marca: empresas que optam por energia renovável reforçam seu compromisso com o meio ambiente, ganhando reputação positiva com consumidores, parceiros e investidores.
  • Integração com gestão energética: a combinação da autoprodução com plataformas de gestão como a da Voltera permite monitorar, prever e otimizar o consumo e a performance energética da empresa, com visão estratégica dos custos e oportunidades.

     

Como a Voltera pode ajudar?

Seja para empresas que já estão no mercado livre de energia ou para aquelas que ainda vão fazer a portabilidade, a Voltera oferece suporte para avaliar a viabilidade da autoprodução solar.

Nosso time técnico e regulatório atua em todas as etapas:

  • Estudo de viabilidade energética e financeira
  • Conexão com parceiros de geração solar
  • Estruturação de contratos de autoprodução
  • Gestão da energia contratada e autoproduzida
  • Monitoramento inteligente do consumo e da performance da usina
  • Otimização de custos e controle de previsibilidade

 

Na Voltera, você encontra muito mais do que uma fornecedora de energia tem ao seu lado uma parceira preparada para ajudar sua empresa a crescer com economia e sustentabilidade.