As tarifas do Grupo B são os modelos de cobrança de energia elétrica aplicados a residências, pequenos comércios e propriedades rurais.
Elas se dividem em tarifa convencional e tarifa branca, e o valor da conta depende do consumo (kWh), do horário de uso da energia, das bandeiras tarifárias e dos tributos.
Veja como essas tarifas funcionam na prática e o que você pode fazer para pagar menos na conta de luz.
| O que você vai encontrar neste conteúdo: |
O que é o Grupo B?
No Brasil, os consumidores de energia elétrica são classificados em dois grandes grupos tarifários: o Grupo A e o Grupo B. O Grupo B reúne os consumidores atendidos em baixa tensão, ou seja, aqueles conectados diretamente à rede elétrica comum.
Na prática, se você não tem uma estrutura elétrica mais complexa ou de grande consumo, provavelmente faz parte desse grupo.
Quem faz parte do Grupo B?
Os consumidores são classificados conforme o perfil de uso:
- B1: residencial (inclui baixa renda);
- B2: rural;
- B3: comercial, industrial e serviços;
- B4: iluminação pública.
Dessa forma, a divisão permite que a cobrança seja mais adequada ao padrão de consumo de cada grupo.
Quais são as tarifas de energia para o grupo B?
Para consumidores do Grupo B, existem duas formas de cobrança: tarifa convencional e tarifa branca.
A diferença principal está em como e quando a energia é cobrada e a escolha entre elas depende do seu perfil de consumo.
A seguir, veja como cada uma funciona.
Tarifa convencional
A tarifa convencional é o modelo mais comum no Grupo B e funciona com um princípio simples: o preço da energia é o mesmo em qualquer horário do dia.
Isso significa que você não precisa se preocupar em adaptar seus hábitos de consumo, pois o valor por kWh é igual de manhã, à tarde ou à noite.
Tarifa branca
A tarifa branca é um modelo em que o preço da energia varia conforme o horário de consumo. Logo, pode gerar economia para quem consegue usar energia fora dos períodos de maior demanda.
Vale observar que os horários da tarifa branca não são iguais em todo o Brasil.
Isso porque eles são definidos por cada distribuidora, seguindo regras da ANEEL. Ainda assim, existe um padrão mais comum:
- fora de ponta: das 22h às 17h (energia mais barata);
- intermediário: das 17h às 18h e das 21h às 22h (preço médio);
- ponta: das 18h às 21h (horários de maior demanda, com energia mais cara).
Quem pode aderir a cada tarifa no Grupo B?
Nem todos os consumidores do Grupo B têm acesso às duas modalidades tarifárias. A disponibilidade varia conforme o subgrupo.
| Subgrupo | Perfil | Modalidades disponíveis |
| B1 | Residencial | Convencional e branca* |
| B2 | Rural | Convencional e branca |
| B3 | Comercial, industrial e serviços | Convencional e branca |
| B4 | Iluminação pública | Apenas convencional |
* A tarifa branca não está disponível para consumidores da subclasse baixa renda.
Tarifa branca ou convencional: qual escolher?
Essa é a decisão mais importante para quem está no Grupo B e depende diretamente do seu padrão de consumo.
Em resumo, se você consegue deslocar o uso de equipamentos que consomem mais energia sem ser no início da noite, a tarifa branca pode gerar economia. Caso contrário, a tarifa convencional tende a ser mais segura.
A tarifa branca vale a pena quando
- O consumo acontece majoritariamente fora do período mais caro.
- Há flexibilidade para usar energia em outros horários.
Por exemplo:
Um pequeno escritório que funciona até 17h concentra o consumo fora do horário mais caro e pode reduzir a conta com a tarifa branca.
A tarifa branca pode sair mais cara quando
- O consumo está concentrado no início da noite.
- Não há controle sobre os horários de uso.
Por exemplo:
Uma família que utiliza chuveiro, forno e outros aparelhos à noite tende a pagar mais com a tarifa branca.
Como é calculada a conta de luz do Grupo B?
A conta de energia do Grupo B é mais simples que a do Grupo A. De modo geral, você paga pela energia consumida, ajustada pela tarifa, pelas bandeiras e pelos impostos.
Veja no detalhe os fatores que compõem a conta de luz.
Consumo de energia (kWh)
Você paga pela quantidade de energia consumida no período. Assim, quanto maior o consumo, maior será o valor da conta.
O cálculo básico: consumo (kWh) × valor da tarifa aplicada = custo da energia
Tarifa definida pela distribuidora
Cada região tem uma distribuidora responsável, ou seja, que define o preço da energia com base nas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Esse valor pode variar dependendo da localidade e da modalidade tarifária (convencional ou branca).
Além disso, a Aneel realiza reajustes anuais nas tarifas, que repercutem diretamente no valor final que os consumidores pagam.
Encargos setoriais e tributos
Além do consumo de energia, a conta também inclui impostos como ICMS, PIS e Cofins.
Como essas alíquotas variam por estado, dois consumidores com o mesmo consumo podem pagar valores diferentes.
Bandeiras tarifárias
As bandeiras tarifárias indicam o custo de geração de energia no país e são um dos fatores que mais impactam o valor final da conta.
Em síntese, elas são classificadas em:
- verde: sem custo adicional;
- amarela: acréscimo moderado;
- vermelha (patamar 1 e 2): energia mais cara.
Dessa forma, quando as condições de geração pioram (como em períodos de seca), o custo aumenta, e isso é repassado ao consumidor por meio das bandeiras.
O que fazer para economizar na conta de luz?
Além da escolha da tarifa, pequenas mudanças no consumo fazem diferença no valor final da conta, principalmente quando aplicadas de forma consistente no dia a dia. Veja alguns exemplos:
- substituir lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por led;
- evitar deixar aparelhos em modo standby (tv, micro-ondas, carregadores);
- evitar usar vários equipamentos de alto consumo ao mesmo tempo;
- reduzir o tempo de uso do chuveiro elétrico;
- utilizar a máquina de lavar com carga completa;
- passar roupas de uma só vez, evitando ligar o ferro várias vezes;
- manter a geladeira bem vedada e evitar abrir com frequência;
- ajustar o ar-condicionado para temperaturas eficientes (23ºc a 25ºc);
- limpar filtros de ar-condicionado regularmente (melhora eficiência);
- acompanhar as bandeiras tarifárias e adaptar o consumo nos períodos mais caros;
- preferir eletrodomésticos com selo Procel A (mais eficientes).
Grupo B pode migrar para o mercado livre?
Atualmente, os consumidores do Grupo B ainda não podem fazer a portabilidade para o mercado livre de energia.
Mas isso é por pouco tempo. Em 2025, foi aprovada uma reforma no setor elétrico que aprovou a abertura total do mercado livre de energia.
Essa abertura será gradual, com os seguintes prazos máximos:
| Prazo | Quem pode migrar |
| Até 24 meses | Consumidores industriais e comerciais em baixa tensão |
| Até 36 meses | Demais consumidores em baixa tensão, incluindo residenciais e rurais |
Se você percebe que a conta de energia representa um custo relevante, vale a pena acompanhar essas mudanças no setor, porque novas oportunidades podem surgir.
Empresas que se anteciparem a essa abertura terão mais oportunidades de economizar e ganhar competitividade.
Quer saber quanto pode economizar? Então, acesse nossa calculadora e simule o potencial de redução de custos com energia.
Perguntas frequentes sobre tarifa do grupo B
Como saber se é consumidor do Grupo A ou B?
Você pode encontrar essa informação na sua conta de energia. Em geral, se o fornecimento estiver em baixa tensão (127V/220V), você é do Grupo B (residencial, pequenos comércios, etc.). Se for em média ou alta tensão e houver cobrança por demanda contratada (kW), você pertence ao Grupo A (empresas de maior porte).
Posso mudar de tarifa convencional para tarifa branca a qualquer momento?
Sim, você pode fazer a solicitação junto à distribuidora. No entanto, após a mudança, normalmente é necessário permanecer na tarifa escolhida por um período mínimo antes de solicitar nova alteração.
Equipamentos mais eficientes realmente reduzem a conta no Grupo B?
Sim. Na prática, eletrodomésticos com melhor eficiência energética consomem menos kWh, o que impacta diretamente no valor final da conta, independentemente da tarifa.
A tarifa do Grupo B muda ao longo do ano?
Sim. Além das bandeiras tarifárias, as tarifas passam por reajustes periódicos definidos pela ANEEL. Dessa forma, o valor cobrado pode mudar mesmo sem alteração no consumo.




