Lâmpada acesa na frente de um gráfico de dados de preço da energia, mostrando a oscilação e queda do preço da energia para 2027

Preço da energia para 2027 cai: vale a pena contratar agora?

O preço da energia para 2027 atingiu, em outubro, o menor patamar de 2026. A queda de 16% desde janeiro abre uma oportunidade para empresas que ainda precisam contratar energia para o próximo ano.

Mas será que vale a pena aproveitar o momento ou esperar por novas quedas?

A resposta depende das condições de mercado, dos riscos para os próximos meses e da estratégia de contratação de cada empresa.

Confira a análise e entenda o que considerar antes de contratar.

 

O que você vai encontrar neste conteúdo:

 

Energia para 2027 atinge o menor preço do ano

Em outubro, os contratos de energia incentivada 50%, com entrega em 2027, no submercado Sudeste, registraram o menor preço de 2026.

gráfico de preço da energia para 2027

 

Segundo a curva de preços acompanhada pela Voltera, os principais movimentos foram:

  • queda de 16% desde janeiro, atingindo uma nova mínima anual.
  • recuo de 11% apenas em outubro, após a trajetória de baixa iniciada em setembro.
  • preço de 2027 abaixo do de 2028, uma inversão na curva de preços que merece atenção.

 

A combinação desses fatores cria uma janela de oportunidade para consumidores que ainda possuem energia a contratar. Entretanto, o cenário pode mudar rapidamente.

 

O que explica a queda recente dos preços?

A principal razão está na melhora das condições hidrológicas. As chuvas de setembro e outubro favoreceram a recuperação dos reservatórios e as perspectivas de geração das usinas hidrelétricas, contribuindo para reduzir a pressão sobre os preços.

Para outubro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projetou afluências equivalentes a 128% da média histórica no subsistema Sudeste/Centro-Oeste.

Com mais água nos reservatórios, esse cenário contribuiu para a redução das cotações. Os contratos de curto prazo negociados no Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) registraram queda de até 11,5% em uma semana de setembro.

No entanto, o mercado de energia não responde apenas às condições atuais dos reservatórios. Os preços futuros também incorporam expectativas sobre chuvas, consumo e disponibilidade de geração nos próximos meses.

 

Quais fatores podem fazer o preço da energia subir novamente?

Quatro fatores merecem atenção dos consumidores que ainda estão avaliando a contratação para 2027.

 

1. El Niño e incertezas climáticas

As expectativas relacionadas ao El Niño podem alterar as projeções de chuvas e temperaturas, influenciando tanto a geração hidrelétrica quanto o consumo de energia.

Em agosto, por exemplo, enquanto os contratos de curto prazo recuavam entre 5% e 10%, o preço da energia para o primeiro trimestre de 2027 subiu 7% no BBCE, movimento associado às expectativas relacionadas ao fenômeno.

Em outubro, a anomalia de temperatura do Pacífico superou +2,4 °C, conforme os dados citados no acompanhamento de mercado utilizado como referência para esta análise. O pico é esperado para novembro e dezembro.

 

2. Não há consenso sobre o período úmido

As chuvas de setembro e outubro não garantem uma recuperação sustentada dos reservatórios. 

Projeções meteorológicas apontam a possibilidade de chuvas irregulares no fim do ano, especialmente no Sudeste, ao longo dos próximos meses.

 

3. Crescimento do consumo

A carga do sistema elétrico tinha projeção de crescimento de 4,7% em outubro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Temperaturas elevadas podem ampliar ainda mais a demanda, pressionando os preços caso a oferta não acompanhe esse crescimento.

 

4. A tendência estrutural é de alta

Segundo os dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), os preços dos contratos de longo prazo no mercado livre acumularam alta de 59% entre 2024 e março de 2026. Já a energia incentivada 50% registrou valorização de 20% até agosto de 2026, de acordo com a referência da Dcide.

Esses indicadores mostram que a queda recente, embora relevante, não representa necessariamente uma reversão da tendência de valorização observada nos últimos anos.

 

Qual é o risco de esperar para contratar?

A volatilidade do mercado pode ter impacto direto no orçamento das empresas.

Considerando a curva acompanhada em outubro de 2026, um retorno aos patamares anteriores representaria:

  • 12% de alta caso os preços retornassem aos níveis de setembro;
  • 19% de alta caso retornassem aos níveis de agosto ou janeiro.

 

Esses percentuais não são previsões, mas exemplos de quanto o custo de contratação poderia aumentar caso o mercado recuperasse os preços anteriores

As cotações podem subir, permanecer estáveis ou cair, conforme as condições de oferta, demanda e clima.

Mais importante do que prever o fundo do mercado é identificar condições de contratação que atendam aos objetivos financeiros da empresa e reduzam sua exposição a riscos.

 

Afinal, vale a pena contratar energia para 2027 agora?

O momento atual reúne condições favoráveis para empresas que ainda precisam contratar energia para 2027. Os preços estão nos menores níveis do ano, enquanto persistem incertezas capazes de provocar novas altas.

A decisão deve considerar não apenas a cotação disponível, mas também:

 

Dependendo da exposição e da tolerância ao risco, pode fazer sentido contratar todo o volume necessário ou adotar uma estratégia de contratação gradual.

Aproveitar uma oportunidade de mercado não significa necessariamente acertar o menor preço, mas garantir condições competitivas e previsibilidade para o negócio.

 

Avalie as oportunidades do mercado livre de energia para 2027

A Voltera acompanha continuamente a evolução dos preços de energia e ajuda empresas a definir estratégias de contratação adequadas às suas necessidades.

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